Coluna da Segunda | Inauguração virou "serviço essencial" em Limoeiro


A inauguração de uma obra feita na Vila Urucuba, zona rural de Limoeiro, em plena pandemia do novo coronavírus abre espaço para inúmeros questionamentos. A própria imagem deixa clara a aglomeração de pessoas provocada pelo ato promovido pela prefeitura, sob a coordenação do prefeito João Luís (PSB). Mesmo com o uso de máscaras, realizar um evento desnecessário neste momento é ir de encontro ao que o próprio gestor pede quase que diariamente nas rádios: “fiquem em casa”. Atualmente, a cidade tem 28 casos confirmados e oito óbitos.

Como proibir um cidadão de sentar, mesmo que sozinho, numa praça da cidade, se uma comitiva acompanha o gestor para inaugurar uma obra? Como cobrar fechamento de uma loja que muitas vezes recebe dez clientes no dia inteiro? Existe decreto que obriga inauguração em Limoeiro? É o velho dito popular: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Agora, fica a interrogação para saber qual a necessidade de uma inauguração quando o mundo pede isolamento social? Até entendo ações de qualquer gestão quando essenciais. Porém, inauguração, carro de som, discurso, fotógrafo, caminhada, corte de fita e por aí vai, na minha opinião, foi um momento desnecessário e de risco.

Há um decreto estadual que proíbe eventos que reúnam mais de dez pessoas. Portanto, façamos cumprir. “Ah, mas o prefeito não convidou ninguém para ir, muitos foram por conta própria”. Isso ouvi de um integrante da gestão. Simples: para evitar, não faz. Não entro no mérito da importância da obra, pois os moradores sabem melhor do que ninguém e reconhecem a prioridade dada ao calçamento da “Rua do Cemitério”. Mesmo sendo uma obrigação do gestor, falha de quem antes passou pela cadeira e não fez, é importante o registro. Gentileza gera gentileza. Se quer mostrar a obra e prestar conta ao povo, o que é importante, têm várias outras situações mais seguras. A gestão falhou!

Escolhido – Por meio de videoconferência, delegados do PT de Caruaru decidiram que o advogado Marcelo Rodrigues será o candidato a prefeito representando a sigla nas eleições deste ano. O petista, que também atua como ambientalista, teve 70% dos votos. Antes, um amplo debate interno foi promovido pelo partido. Rodrigues traz no currículo passagem pela Prefeitura do Recife como secretário de Meio Ambiente. Como bandeira de campanha, ele deixa claro que defenderá abertura de diálogo com as classes, democracia e sustentabilidade.

Em campo – Ex-prefeito de Surubim, Flávio Nóbrega (Republicanos) incorporou para valer a pré-candidatura a gestor do município. O médico tem utilizado as redes sociais para fazer um balanço das obras que realizou e dos programas que implantou nas suas duas gestões. O médico também opina sobre necessidades estruturais do município e melhores condições salariais para os servidores da prefeitura. Pelo “andar da carruagem”, Nóbrega entrou de vez na pré-campanha. Com um material publicitário bem produzido e apresentável, o olhar dele está focado na disputa eleitoral.

Rápidas

Luto – Mais um empresário deixa Pernambuco de luto. A manhã desse domingo foi marcada pela notícia da morte do empresário Paulo Férrer de Morais, um dos diretores do Engarrafamento Pitú e filho do sócio-fundador da empresa, Severino Férrer de Morais.

Contratos – Possibilidade de rescindir junto às empresas de telefonia, internet e TV por assinatura o contrato dos serviços através do atendimento via internet: é o que propõe o Projeto de Lei 1099/2020 da autoria do deputado Joaquim Lira (PSD) apresentado na Alepe. Com isso, acabariam aquelas ligações chatas e demoradas.

O povo quer saber – Todos os pré-candidatos a prefeito de Bom Jardim pela oposição vão segurar o nome até a eleição?