Os altos cachês pagos pelas prefeituras a artistas em shows, como Carnaval, São João e Réveillon, foram criticados pelo deputado Pastor Cleiton Collins (PP), na reunião plenária desta quinta. O parlamentar citou dados que apontam nomes como Luan Santana e Gusttavo Lima recebendo valores em torno de um milhão de reais: “É raro ver cantor que quer fazer show pago, só querem prefeitura porque em duas horas ele ganha o que um trabalhador recebe em 30 anos. E isso é um absurdo, os cofres não aguentam, os municípios vão colapsar, vai faltar remédio.”
Nas últimas semanas, um movimento ganhou espaço no Nordeste, com os prefeitos se posicionando contrários aos valores de cachês - muitos deles reajustados no início deste ano. Alguns gestores estão adiantando que no período junino, onde há maior demanda por shows, não vão contratar. Isso tem ocorrido de forma mais ativa na Bahia. Em Pernambuco, a Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE) abriu o diálogo com os prefeitos sobre a pauta. Ainda não há definição. Há cachês que ultrapassam R$ 1 milhão, a exemplo de Wesley Safadão.
