Limoeiro: disputa para federal deve aquecer o cenário político


A corrida eleitoral no município de Limoeiro promete ser uma das mais agitadas da região. No campo federal, o deputado e pré-candidato a reeleição Ricardo Teobaldo (Podemos) terá um teste de fogo para saber se ainda tem a mesma popularidade de quando deixou o cargo de prefeito. Se conseguir repetir ou aumentar a votação de 4 anos atrás, Teobaldo volta ao cenário local fortalecido para 2020, mas em caso negativo será a segunda queda política. A primeira foi a derrota do sobrinho Thiago Cavalcanti (PTB) na disputa para prefeito em 2016.

Já o prefeito Joãozinho (PSB) tem a árdua missão de transferir votos para o pré-candidato João Campos (PSB), que carrega a tiracolo a lembrança do pai, o ex-governador Eduardo Campos. O grupo de vereadores que acompanha o gestor não garante totalidade de apoio e isso pode refletir nas urnas. Na última eleição para deputado, o socialista ajudou na votação (em torno de 5 mil votos ) de Marinaldo Rosendo (então PSB), que depois esqueceu o endereço de Limoeiro. Naquela ocasião, Joãozinho reuniu várias forças da oposição. Se João Campos não passar dos 8 mil votos poderá ser sinal de pouca aceitação ao governo de Joãozinho por parte dos limoeirenses.

E correndo por fora, sem tanta responsabilidade, tem o ex-vereador Zé Nilton (PR). Zé pode remontar a história do ex-vereador Isaac do Ônibus, que conseguiu expressiva votação quando disputou uma cadeira para a Câmara dos Deputados. Ele deve seguir para outro partido, mas fontes ligadas afirmaram que a candidatura é quase um caminho sem volta. Zé Nilton sendo mais uma opção para os eleitores de Limoeiro, deverá minar milhares de votos de Teobaldo e Campos, além de aquecer o nome para 2020. Mas em caso negativo nas urnas, pode ser uma pedra na caminhada para a disputa do cargo de prefeito.