Há poucos dias fui procurado por um velho conhecido, de nome Anastácio, aposentado do FUNRURAL, homem simples, semi-analfabeto, que necessitava de uma orientação. Relatou-me o seguinte: dias antes, um desconhecido estivera em sua casa, no Sítio Pau Santo, aproximadamente de três quilômetros de Bom Jardim, e pediu-lhe o cartão e a senha com os quais recebe sua aposentadoria no Banco do Brasil.
Alegou o visitante que era para verificar se ele, Anastácio, tinha direito de receber um suposto aumento em sua aposentadoria. De boa-fé, o aposentado entregou ao estranho o que lhe fora solicitado. Depois de fazer algumas anotações, o desconhecido devolveu-lhe o cartão e a senha, e foi embora. Depois de me fazer ciente desse fato, indagou o incauto cidadão se tal procedimento poderia ocasionar-lhe algum problema.
Respondi que sim, e combinamos que, no primeiro dia útil, iríamos à agência bancária, a fim de nos aconselharmos com a gerência. Lá chegando, a surpresa: R$ 168,00, a título de adiantamento do 13º salário, haviam sido surrupiados da conta do Sr. Anastácio. Astuciosamente, o espertalhão trocara o seu cartão por outro, idêntico, e certamente invalidado, onde constava o nome de José Cupertino Nascimento.
De posse da senha e do cartão não teve dificuldade em sacar da conta a importância acima referida, e poderia, a partir de então, movimentar a conta do pobre homem, se não tivéssemos agido a tempo. Descoberto o golpe, o Sr. Romero, gerente do Banco do Brasil em Bom Jardim, imediatamente bloqueou a conta, inutilizando o cartão e cancelando a senha. Em seguida, diligenciou no sentido de que novo cartão e nova senha fossem providenciados para o aposentado.
Esperemos que o fato aqui narrado possa servir de exemplo, evitando que alguém mais caia na lábia de semelhante golpista.
Matéria publicada no Jornal Correio do Agreste / Dodó Felix (Panorama Bonjardinense)