sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Peteca é o novo brinquedo do Pontinho de Cultura Galpão das Artes


Após conclusão de pesquisa com o brinquedo Mané Gostoso é a vez da peteca. Saindo do malabarismo do primeiro e saltando para a segunda vamos verificar uma identidade do Galpão das Artes com o universo da cultura popular relacionada com a infância. O forte de tudo isso é mexer com o imaginário popular de adultos que passam a contemplar um tempo que não volta mais.


A tradição de confeccionar brinquedos e presentear os netos, os bisnetos e os filhos foi algo lá atrás substituído pelos presentes mais tecnológicos possíveis atualmente. Então, é o Pontinho de Cultura Galpão das Artes que sai na frente quando o assunto é a economia da cultura voltada para infância com traço nas tradições populares. O segredo de brincar, afirma Jorge Raimundo, artesão do Mané Gostoso, que é o prazer de construir o brinquedo desperta uma satisfação e zelo porque até mesmo quando se quebra o dono também possui sabedoria para o devido conserto.


Quando o artesão afirma isso lembra-nos que este mesmo prazer está ligado a questão da produção relacionada à invenção associada à estima elevada e o gosto pelo criar que é o mesmo de tomar iniciativa para as diversas situações da vida. Com esses valores a criança se desenvolve com um espírito mais humanizado e apto para enfrentar outras aprendizagens que sistematizam o saber.


A confecção das petecas é coordenada pela artesã e bibliotecária Edna Alves, que ao lado de sua irmã, também artesã e conhecida pelo alcunha de “Finha”, confeccionam o brinquedo. A base da peteca é de couro. Material este doado pela a indústria de calçado Couro e Complementos, de propriedade da empresária Carmem Lapenda, que descobriu no Galpão das Artes uma maneira politicamente correta de destinar a sobra do couro.


Então, foi na parceria celebrada dia 12 de outubro que se firmou o encantamento de produzir peteca objetivando sustentabilidade e responsabilidade com o meio ambiente local. As petecas já começaram a ganhar o mundo e foram cair em Feira de Santana, na Bahia. E somente na primeira entrega foram comercializadas 1.500 brinquedos destinados ao Festival de Teatro para Criança de Feira de Santana.


“O produto é comercial e tem preço de R$ 3,50 no mercado local, podendo ser adquirido na loja Estação da Casa de propriedade da educadora Zefinha Lourenço, que fica na rua da Matriz”, conclui Edna Alves, que acompanha um grupo de vinte e cinco crianças desde setembro de 2009.