Páginas

sexta-feira, 6 de março de 2026

Profissionais de Educação da Rede Estadual aprovam paralisação das atividades


Em ato organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), nessa quinta (05), em frente à Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), trabalhadores da Educação saíram em marcha até o Palácio do Campo das Princesas, onde, em Assembleia Geral, aprovou uma paralisação total de atividades no dia 10 deste mês, com protestos em frente às escolas da Rede Estadual de todo o Estado no dia 12. A ação reforça a mobilização pela Campanha Salarial Educacional 2026 e tem caráter emergencial. 


"Já faz um mês que entregamos a pauta de reivindicações da Campanha Salarial Educacional ao Governo do Estado. Tivemos uma mesa de negociação, mas não houve nenhuma proposta concreta da parte da gestão", explicou Ivete Caetano, presidente do Sintepe. Segundo o Sindicato, a mobilização no dia 12 de março também serve de alerta para a situação de escolas que estão com problemas estruturais graves e precisando de reparos na rede elétrica, com falta de climatização e merenda de baixa qualidade, além de reformas em atraso. 


Em comunicado enviado ao Blog do Alfredo Neto, o Sintepe dsse que "um dos principais pontos de negociação para este ano se refere à atualização do Piso Salarial do Magistério, com repercussão em toda a carreira dos servidores e servidoras da Secretaria de Educação de Pernambuco tendo por base a Medida Provisória 1.334/2026". Por esta nova regra, a atualização anual do piso passa a considerar a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado no ano anterior, somada a 50% da média da variação da receita real do Fundeb. 


Com base nessa fórmula, o piso foi atualizado em 5,4% para 2026, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, para a jornada de 40 horas semanais. Este percentual de 5,4% é reivindicando pelo Sintepe para profissionais que recebem acima do piso, conforme preconiza a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A pauta da campanha neste ano também exige reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Rendimentos (PCCR) de todos os cargos da educação, e a flexibilização da jornada de trabalho dos Analistas Educacionais, Assistentes e Auxiliares Administrativos.