Bienal de Limoeiro fortalece leitura e comunicador critica falta de diálogo


Desta quarta (12) até o próximo domingo (16) Limoeiro vivencia a I Bienal do Livro. O evento é fruto de uma parceria entre a secretaria municipal de Educação e a Associação das Distribuidoras de Livros do Nordeste (Andelivros), contemplando mais de 40 cidades da Mata Norte e Agreste Setentrional. A primeira edição do evento homenageia pai e filho: em memória, o professor Antônio de Souza Vilaça, e o ministro Marcos Vinicius Vilaça, que inclusive participa da abertura no Centro Cultural que tem o nome dele. A programação conta com palestras, lançamentos de livros, apresentações artísticas e debates, além de um espaço destinado ao público infantil.

Entre os convidados estão a sexóloga Laura Muller, o cantor e compositor Maciel Melo, o escritor Raimundo Carrero e o comunicador Maciel Jr, integrante do Escrete de Ouro da Rádio Jornal. Para a secretária de Educação de Limoeiro, Rosejara Ramos, a Bienal chega como mais um instrumento de fortalecimento da educação no interior. O prefeito de Limoeiro Thiago Cavalcanti falou das ações que foram tomadas para que o evento pudesse acontecer pela primeira vez na cidade. Parceria foi a palavra de ordem adotada pelo gestor municipal. Outro detalhe é que alunos e professores da rede municipal receberão bônus para comprar livros durante a I bienal.

A I Bienal do Livro de Limoeiro agrada o grande público e contemplará três locais: Colombo Sport Club, Praça da Bandeira e Centro Cultural. Mas há quem conteste a falta de diálogo com alguns segmentos culturais da cidade e cobre uma atenção para os periódicos. O comunicador social e escritor Walter Eudes não escondeu a insatisfação ao declarar que muitos escritores poderiam ser ouvidos, assim como convidados para expor trabalhos. Ele reconheceu a importância do evento, mas alertou para falhas que poderiam ser evitadas.