Serviços prestados pela 1002 gera insatisfação aos passageiros


Viajar é preciso! Essa simples frase é uma realidade na vida de qualquer cidadão. Mas desfrutar da falta de qualidade nos serviços prestados pelas empresas responsáveis pelas linhas que cortam o Agreste e a Mata Norte de Pernambuco tem sido particularidade dos moradores dessas regiões. Falta de conforto, calor, funcionários mal preparados (com exceções), falta de respeito nas paradas obrigatórias, entre outros aspectos que diariamente são reclamações na boca dos usuários irritam cada vez mais quem precisa utilizar o transporte coletivo.

A empresa 1002, mandatária em várias linhas, mostra que não tem externado preocupação devida com a insatisfação dos usuários. Ao mesmo tempo, a insatisfação de inúmeros funcionários é notória no modo em que realizam os serviços. Pedir parada e não ser atendido ou pedir informação e ficar sem ela corretamente são situações cotidianas nas viagens. Ônibus sem banheiro, cadeiras desconfortáveis, falta de acessibilidade e as passagens que não param de aumentar fazem parte do dia a dia dos usuários.

Reclamar parece não surtir efeito. A falta de opções fala bem mais alto do que a real necessidade dos clientes. Os governantes, principalmente os vereadores, políticos mais próximos da população, não reagem com ações concretas. As poucas audiências convocadas em Limoeiro para debater sobre o assunto não saíram do papel e do plenário da Câmara Municipal. O que se sabe é que muitos vereadores tem pedidos por vagas de empregos atendidas, o que enfraquecem qualquer manifestação contrária as medidas adotadas pelos donos das empresas.

Passageiros – Apesar das reclamações, para alguns usuários a insatisfação com o serviço prestado não é total. “Não sou completamente satisfeito. Não chega a ser a pior empresa, claro, mas ainda está um pouco longe de ser a melhor”, opina o blogueiro Valdenes Guilherme, residente em Limoeiro. Para ele, a grande dificuldade ainda são os horários. “Creio que os ônibus precisariam chegar mais rápido aos seus destinos, demoram demais”, reclama.

A grande dificuldade enfrentada por Valdenes é o tempo gasto nas viagens. “Eu enfrento algumas dificuldades, como por exemplo, já citada acima, de chegar ao destino com muita demora. Demora duas horas pra chegar a Recife, mais ou menos”, diz Guilherme. Quando indagado sobre o conforto dos ônibus, ele pondera: “alguns ônibus têm conforto, mas a maioria não”. Em uma escala de 0 a 10, o blogueiro não é tão radical em sua nota para os serviços prestados pela empresa 1002. “Vou colocar um 7 (sete), pois como disse, o serviço não é todo ruim, mas precisa melhorar nos aspectos citados”, pontua. 

Já o professor Antônio Neto, também residente em Limoeiro, dá uma nota mais baixa. O educador avalia os serviços com nota 4. Outro passageiro é o bombeiro civil Valdo Arruda, que mora em Limoeiro. Segundo ele, “pagamos caro por um serviço no mínimo desconfortável”. Valdo também acha que o ônibus “catraca” deveria ser extinto. “Você viajar setenta quilômetros sentado numa cadeira daquela é bronca”, desabafa. Na mesma escala, a nota de Valdo fica em 5. “Eles pecam na estrutura, apenas isso”, ressalta o bombeiro. “Os expressos são perfeitos”, elogia na sequência o outro tipo de ônibus.

Mas as reclamações não exclusivas dos passageiros. Motoristas também têm relatos negativos. De acordo com a professora universitária Cláudia Patrícia, residente em Limoeiro, “os ônibus não respeitam na BR, colam na traseira dos carros e qualquer ‘freiadinha’ eles batem”. Ela, inclusive, diz ter sido vítima de imprudência no trânsito. “Na BR-408 em obra existem muitos trechos de lentidão, onde os motoristas da 1002 não tem o mínimo de respeito pelos motoristas de autopasseio, vão para cima ‘bonitinho’, forçam ultrapassagens inviáveis numa situação normal, podendo ocasionar um acidente com consequências graves”, alerta Patrícia. “O serviço sempre foi complicado, não há respeito a si mesmo, ao próximo nem as histórias de vida que circulam pelas estradas”, finaliza a professora.

Imagem | Carlos Eduardo (LitoralBus 11) | Divulgação